PROPOSTA

O Teresina Antiga nasceu baseado em outras páginas semelhantes como São Paulo Antiga, Curitiba Antiga, Stockholmskällan e Brooklyn Historical Society. Tem como objetivo principal rememorar a cidade. Pretende preservar sua história, sua arquitetura, aspectos de seu povo, seus costumes, enfim, os acontecimentos contidos nela.

Rememorar a cidade é um ato que mexe com o emocional das pessoas. Lembrar uma antiga paisagem urbana em que se viveu ou uma história que ouviu e/ou presenciou são coisas que encantam e fascinam. Fazem arrepiar, tocam no mais íntimo do nosso ser.

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Representação parcial em moldura do antigo Largo do Amparo, em 1910, atual Praça Marechal Deodoro da Fonseca.
Neste local foi edificada, em 1852, a cidade de Teresina.
(1910 / Acervo digital Teresina Antiga / Foto por: G. Mattos)
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Porém, rememorar a cidade também é perigoso. Implica mexer em poderes secularmente estabelecidos. Exemplos não faltam. O próprio Arquivo Público do Piauí, mesmo passando dos 100 anos, ainda hoje não recebe a devida atenção do Governo Estadual no quesito restauração e manutenção de seu patrimônio. Muitas vezes tem que lacrar os jornais devido ao estado deteriorado que se encontram. Falta de verba? Não, pois é de conhecimento que pessoas ligadas ao Governo do Estado do Piauí e aos esquemas políticos irresponsáveis sempre aconselham a "não mexer no Arquivo Público", em uma clara intenção para que o local sucumba com o tempo, levando embora boa parte de importantíssimos documentos históricos do Piauí ali existentes.

Dá-se, então, um embate curioso entre os que querem lembrar Teresina e os que querem esquecê-la. Quando se acostuma o olhar a ver o implícito da cidade facilmente se percebe essas duas coisas.

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Flagrante exemplo de antiga construção que sobrevive em meio ao "moderno".
Destaque também para a poluição visual da fiação elétrica.
(Março de 2015 / Acervo digital Teresina Antiga)
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A destruição dos imóveis antigos de Teresina, muitos deles construídos ainda no Segundo Reinado, corresponde a um dano irreparável que só se é sentido anos e anos depois. Prédios e casarões antigos são constantemente demolidos para dar lugar a estabelecimentos com ares "despojados" e a estacionamentos que visam suprir a falta de vagas para o crescente número de veículos de passeio da capital. Tudo feito desenfreadamente sem dar tempo para registros fotográficos ou tombamentos para sua preservação histórica a futuras gerações.

O ato ignorante e irresponsável é praticado ingenuamente por uns e intencionalmente por outros que buscam esquecê-la. A demolição implica que exista algo negativo, portanto, que não precisa ser conservado. Ao não preservar, seus habitantes ficam privados de saber da antiga cidade e, consequentemente, não poderão questionar a ordem vigente dela passando a vê-la como natural. Instaura-se um instrumento de controle social que aposta na desmemória e na deseducação dos citadinos.

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No primeiro plano, o prédio da Secretaria de Fazenda, em 1910, demolido para dar lugar a outro maior e mais "moderno".
(1910 / Acervo digital Teresina Antiga / Foto por: n/d)
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Mas se enganam aqueles que acham que só agora ocorre um processo de demolição da antiga Teresina. É, na realidade, antigo, embora tenha sido mais intenso nas últimas décadas do século XX.

A primeira cidade de Teresina foi aquela edificada na Chapada do Corisco por José Antônio Saraiva, em 1852, junto com o mestre de obras português João Isidoro França e os escravos das Fazendas do Fisco do Vale do Rio Canindé. Algumas edificações desta época foram destruídas no Governo Estadual de Leônidas Melo (1935-1945). Nasce, então, uma outra cidade com edificações e praças seguindo os parâmetros arquitetônicos e modernizantes do Estado Novo. 

Na década de 1970, a mesma cidade do Estado Novo começa a ser modificada, fato visível na praça Rio Branco. Também nesta década vários casarões do início do século XX foram paulatinamente dando lugar a estabelecimentos comerciais, fato que se acentuou nos anos 1980, 1990 e 2000 com o surgimento de grandes prédios e dos estacionamentos para veículos de passeio no Centro.

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Vista parcial da praça Rio Branco na década de 1920. No lado direito, o antigo coreto da praça erguido em 1913.
(Acervo digital Teresina Antiga / Foto por: n/d)
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Teresina Antiga, dessa forma, quer ver essas cidades. Pretende lembrar (Ou melhor, rememorar), nos mais diferentes campos (História, arte, publicidade, arquitetura etc.), essas "Teresinas" que fazem sentido para os mais diversos habitantes dessa cidade que se reinventa a todo instante, em todas as épocas.

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